A angústia e o desespero de ser em sua vivência: identificando e aliviando sintomas com potencialidade

🧔🏻 Escrito por Eric Flor Francisco, terapeuta integrativo e colunista do portal Personare.

angustia desespero de ser

A existência humana traz consigo a experiência de vivenciar a angústia e o desespero de ser, de simplesmente existir enquanto ser humano pensante, com emoções, psiquismo e experiências vividas ao longo da vida.

Não há como escapar dos questionamentos da vida sobre si próprio, dos traumas e conflitos internos. Daí surgem sentimentos que todos conhecem muito bem, seja de uma maneira ou de outra.

Um peito apertado, aquela noite mal dormida ou em que não se dorme, uma dor de cabeça irritante e constante, sem falar nos músculos eternamente tensionados. Afinal de contas, quem nunca sentiu nada disso?

Não é uma simples expressão corriqueira quando se diz “estou angustiado” ou quando, em momentos muito difíceis, alguém se vê em meio a um desespero. Acontece também que muitos sequer percebem tudo o que está acontecendo, porque a ideia de ser em relação à própria identidade e às próprias construções é complexa, e leva tempo até haver consciência disso tudo, ainda mais nos tempos de correria e redes sociais.

Então, hoje eu trago uma reflexão sobre esse tema para entender de onde surge a angústia e o desespero de ser humano, de ter uma existência sobre esta terra e viver uma vida que, muitas vezes, apresenta inúmeros desafios, alguns deles bastante complexos e geradores de ainda mais angústia, piorando os sintomas. Ao mesmo tempo, a proposta é também apresentar possíveis saídas para melhorar a qualidade de vida e a relação com os sentimentos inerentes à vida.

O que é a angústia e o desespero?

Bem, vamos começar pela angústia, que é um sentimento bastante complicado, porque se expressa por um estado mental em que a pessoa se encontra comprometida por uma perturbação emocional. Isso pode ser percebido por um conjunto de sintomas psicológicos e físicos que costumam aparecer. São muitos os sintomas que podem surgir de uma vez ou ir aparecendo aos poucos.

A grande dificuldade de perceber o estado de angústia é que ele chega devagar e, ao se instalar, demora a sumir. As mudanças de humor não são facilmente identificadas dentro desse perfil angustiado, porque tais mudanças nem sempre são tão significativas, assim como a qualidade dos pensamentos que a ela estão associados. Daí a dificuldade de entender o que está acontecendo.

O momento em que os sintomas se tornam mais evidentes é quando a angústia já está fortalecida. A partir daí, o sofrimento torna-se mais claro.

No caso do desespero, trata-se de um sentimento que ocorre em crises e pode estar relacionado ao trabalho, ao casamento ou à vida amorosa, à família, às finanças, a tragédias, entre outros fatores. O desespero é visto por psicólogos como uma falta profunda de esperança e de sentido de existência. A pessoa não encontra amparo, sente-se impotente e desenvolve pessimismo em relação à vida e ao futuro. O resultado pode ser o desânimo, a perda da fé e a ausência de significado para a vida e para a felicidade. Falta, então, um norte e qualquer motivação para planejar e construir um futuro.

A boa notícia é que o desespero tende a se dissipar com o tempo e, muitas vezes, passa mais rapidamente, enquanto a vida continua. Isso é o natural, pelo menos até que volte a surgir dentro das circunstâncias já mencionadas.

O alerta surge quando esse sentimento não vai embora e, pelo contrário, insiste em permanecer, aprofundando-se no íntimo. Nesses casos, a vida passa a ser vivida de forma desesperadora de modo geral, porque esse estado acaba assumindo o controle das emoções e pode se tornar crônico.

Esse sentimento tende a diminuir a qualidade de vida, prejudica muito a produtividade e impede a pessoa de seguir em frente na busca pelos próprios objetivos, sonhos e desejos. Esse é o cenário do desespero que não passa, podendo então ser compreendido como um quadro patológico que exige intervenção profissional.

Sintomas e possíveis causas da angustia

Existe certa dificuldade em identificar a angústia, porque ela transita por várias sensações e emoções comuns a outros problemas. Em geral, a origem dos desconfortos emocionais e do sofrimento psíquico não é muito clara para quem vive uma angústia crônica, enquanto o conjunto de sintomas pode variar bastante, o que acaba, em alguns casos, confundindo-se com a depressão. Veja alguns sintomas comuns da angústia:

  • Falta de motivação
  • Crises de ansiedade
  • Aperto no peito
  • Pensamentos negativos
  • Insônia
  • Irritabilidade
  • Tristeza
  • Enxaqueca
  • Inquietação
  • Taquicardia
  • Falta de ar
  • Tensão muscular

Além desses sintomas, pessoas angustiadas também podem apresentar falta de apetite, ganho ou perda excessiva de peso, insegurança, medo e pessimismo. Por isso, devido à diversidade de manifestações, cada indivíduo vive uma experiência particular com a angústia.

Como já foi mencionado, o desespero tende a aparecer em momentos muito específicos. No entanto, quando sua frequência aumenta no dia a dia, ou quando ele se mantém por mais tempo do que o esperado, acende-se o alerta de que é preciso dar atenção ao que está acontecendo.

Os sintomas relacionados ao desespero podem incluir:

  • Depressão maior
  • Insatisfação com a vida
  • Traumas
  • Sentimento de solidão e isolamento
  • Senso de mortalidade
  • Crença de que a vida não possui propósito

Ambos, a angústia e o desespero, podem ter origens em comum. Muitas vezes, esses sentimentos têm raízes em experiências passadas, eventos significativos da vida ou traumas. Situações como divórcio, desilusões amorosas, perda de alguém querido, demissão, fim de uma amizade, perda de um animal de estimação, vivências de extremo perigo, abuso de drogas, filhos indo embora e crises existenciais, entre outros acontecimentos que despertam emoções intensas, podem ser suficientes para desencadear esses estados emocionais.

Além disso, o futuro, enquanto território inesperado e fora de controle, pode gerar preocupações em excesso, assim como situações de grande pressão, como reuniões de trabalho ou apresentações na escola. Também entram nesse campo as questões mais internas e existenciais, ligadas ao autoconhecimento, à aceitação, à performance de vida, à dificuldade em lidar com o fracasso e à baixa autoestima.

A repressão também é um fator que pode desencadear a angústia e o desespero existencial, porque lidar com sentimentos que brotam de dentro de si exige algum nível de habilidade, consciência e conhecimento sobre si mesmo. Quando isso falta, o risco de sofrimento aumenta.

O hábito de negar ou reprimir a própria raiva, sexualidade, paixão, espiritualidade, tristeza, ansiedade, criatividade e até mesmo o desespero existencial pode aprofundar esse processo.

O desespero, que muitas vezes também carrega uma grande dose de amargura, pode decorrer da raiva reprimida ou da sensação de injustiça diante da forma como a vida tem sido vivida, acompanhada pela impotência e pela impressão de estar indefeso para fazer algo construtivo a respeito.

Quando o foco fica preso aos conflitos internos, pessoas angustiadas e desesperadas passam a ter enorme dificuldade de conduzir a própria vida. Com isso, deixam de aproveitar inclusive as experiências boas que surgem pelo caminho.

Quando todos esses sintomas não são observados e a raiz do sofrimento não é tratada, quem vive esses dilemas pode começar a se expressar por extremos, desenvolvendo comportamentos autodestrutivos e até mesmo violentos.

A angustiante e desesperadora tentativa de ser nesta vida

Por que ser humano é, tantas vezes, tão difícil, angustiante e desesperador? Não é simples responder a essa pergunta, mas alguns pontos podem ser observados, como vivências passadas marcadas por traumas e sentimentos reprimidos, ou ainda questões existenciais ligadas ao propósito de vida, ao destino, à origem e à própria vulnerabilidade diante da existência.

Essas são apenas algumas possibilidades para a origem dos sentimentos em questão. O ser humano se coloca no mundo da vida sabendo de sua consciência enquanto ser existencial. Nenhum sistema é capaz de medir, numa fórmula universal, a vida de todo e qualquer ser humano.

O indivíduo é aquele que define sua vida, que escolhe o que considera melhor para a sua existência. O ser humano é livre, capaz de autodeterminação em ato, e não está preso de forma absoluta ao determinismo natural, podendo libertar-se da essencialidade característica da natureza.

É preciso questionar o nível de consciência do indivíduo sobre si e sobre aquilo que faz. Muitas vezes, a inocência não passa de ignorância, entendida aqui como falta de conhecimento.

Impedimentos e repressões emocionais são elementos angustiantes que produzem desconforto, mas também carregam um enorme potencial de gerar liberdade.

Daí, então, a liberdade aparece como porta de entrada para a possibilidade. Filosoficamente, a angústia pode ser entendida como um sentimento inerente ao ser humano, porque, ao produzir desconforto, também pode despertar autonomia e consciência, movendo a pessoa em direção a um objetivo. Isso, ao menos, em tese.

A angústia seria, portanto, aquilo que incomoda, mas ao mesmo tempo convida. Ela causa desconforto e, ao mesmo tempo, atrai. O ser humano vive uma relação paradoxal com a angústia, porque ela revela um grande potencial de realização, sendo um sentimento do qual não se pode simplesmente afastar, já que é nela que se encontra a possibilidade de exercer a própria humanidade. Ela denuncia a maneira como a pessoa está vivendo, conduzindo a própria vida e fazendo suas escolhas, revelando a autenticidade — ou a falta dela — nessas escolhas.

O ser humano carrega dentro de si três elementos centrais da existência: finitude, temporalidade e liberdade. Todos esses fatores precisam de algum nível de alinhamento e equilíbrio. A ausência disso pode ser uma das causas mais prováveis do desespero, sobretudo em seu aspecto mais patológico.

Podemos encarar a crise de desespero como um desequilíbrio entre esses três fatores. Encontrar esse equilíbrio é uma tarefa difícil, porque passa antes pela questão existencial da angústia, enquanto o desespero se apresenta como a consequência prática e o resultado desse desajuste. A angústia e o desespero de ser dizem respeito, portanto, à autenticidade da própria humanidade nesta vida.

Quando o exercício dessa humanidade está abalado, a crise existencial pode dar lugar ao desespero, que pode se manifestar de diferentes formas:

1 – a falta de consciência sobre o que se está vivendo, o que talvez seja ainda mais grave, porque falta a noção da própria existência e a pessoa vive de modo cômodo, sem perceber a profundidade de sua humanidade;

2 – a consciência de escolhas e de uma vivência inadequada da própria vida, mas acompanhada de resignação. Nesse caso, existe algum nível de consciência da própria existência, mas ela é ignorada e, para não entrar em contato com o sofrimento, a pessoa busca preencher-se com atividades em excesso. É nesse ponto que podem surgir fugas como drogas, bebidas e compulsões.

3 – o enfrentamento da situação para transformá-la. Nesse caso, a pessoa reconhece o sofrimento, abre mão do conforto e das distrações excessivas usadas para abafar o desespero e passa a buscar em si mesma o equilíbrio, ou seja, a raiz do sofrimento para então reencontrar esse equilíbrio.

Como tratar sintomas de angústia e desespero

Como já foi discutido, a angústia e o desespero se ancoram sobre o ser humano e sua existência. Por isso, o desajuste entre elementos que compõem essa existência — como propósito, consciência de si, percepção do mundo ao redor, liberdade e possibilidade de escolha — pode gerar o desequilíbrio que desencadeia os sintomas desses sentimentos.

Se você percebe que esses sintomas são frequentes ou que simplesmente não desaparecem, vale considerar alguns cuidados importantes.

Primeiramente, o acompanhamento psicológico é imprescindível, porque a origem desse sofrimento pode estar relacionada a algum trauma. Esse é o profissional mais indicado para conduzir esse tipo de situação com profundidade e segurança. Para além disso, o acompanhamento psicoemocional também pode ser muito benéfico no processo de autoconhecimento e reorganização interna.

Acupuntura associada à meditação pode ser um recurso terapêutico importante para favorecer a conexão com o mundo interior, ajudando no processo de ancoragem mental, autopercepção e desenvolvimento de uma consciência mais clara sobre si. Isso pode facilitar um maior equilíbrio entre consciência, identidade e escolhas.

Outras abordagens terapêuticas, como Pranic Healing, Reiki, Aromaterapia e Florais, também podem ser buscadas por quem deseja complementar essa jornada interior e promover maior clareza sobre a própria existência. Práticas voltadas ao relaxamento, ao bem-estar e ao equilíbrio interno podem contribuir especialmente em momentos de crise, aperto emocional e sobrecarga.

Vivência equilibrada e saudável do ser para lidar com a angústia e o desespero

A vida não é simples, não é previsível e não pode ser totalmente controlada. Parte do sofrimento ligado à angústia e ao desespero de existir está justamente na necessidade de tentar controlar tudo, em vez de aceitar o fluxo da vida, observar os acontecimentos, aprender com eles e seguir amadurecendo.

Suas expectativas podem não estar alinhadas com quem você é, e isso gera desequilíbrio em pontos importantes da sua vivência. Vale refletir se suas escolhas e expectativas estão presas a ideias rígidas de tempo, a ciclos que já se encerraram ou a limitações ligadas ao passado e ao futuro, dificultando o exercício da sua liberdade no presente.

Algumas reflexões podem ajudar bastante nesse processo. E, quando necessário, buscar ajuda profissional pode ser um passo importante para atravessar essa jornada com mais clareza, acolhimento e equilíbrio.

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Eric Flor: Terapeuta Holístico Integrativo Personare

Sou Eric Flor Francisco, terapeuta integrativo, colunista do portal Personare, Mestre em Reiki, acupunturista e fisioterapeuta. Realizo atendimentos presenciais em João Pessoa (PB) e também ofereço sessões de terapias à distância, como Reiki e Pranic Healing.

Se você sente que a angústia, o desespero, a ansiedade ou os conflitos internos têm pesado demais na sua rotina, saiba que esse sofrimento não precisa ser enfrentado sozinho. Com o suporte adequado, é possível buscar mais clareza emocional, acolhimento e equilíbrio para viver com mais presença e leveza.

Por meio de abordagens integrativas, o cuidado pode envolver corpo, mente e energia, ajudando você a compreender melhor o que sente e a construir uma relação mais saudável com a sua própria existência.

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Histórias de Sucesso e Depoimentos

Os depoimentos de pacientes que passaram por Terapias Integrativas ajudam a mostrar, na prática, como esse cuidado pode contribuir para o alívio do sofrimento emocional, a retomada do equilíbrio e a melhora da qualidade de vida. Essas experiências reais oferecem inspiração e esperança para quem procura apoio em momentos de angústia, crise ou esgotamento interior.

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